quinta-feira, 10 de março de 2011

OS VAMPIROS - Parte 3


Os poderes dos vampiros.

Alguns dos acusados por certo desejariam de fato serem vampiros, pelos poderes sobrenaturais que os acusadores lhes atribuíam. Uma lenda dos Bálcãs diz que sua cova é cheia de buracos, por onde ele se filtra para alcançar a superfície. Aí há a confusão entre espírito e corpo, pois o vampiro é dito como de carne e osso, e, no entanto pode filtrar-se como um espírito.

Sua capacidade de transformação também lhe permite tomar a forma de inúmeros animais, usualmente criaturas noturnas, cuja existência é tradicionalmente ligada à superstição.

Drácula tinha uma matilha de lobos sob controle, para aterrorizar os viajantes. Comumente as histórias associam lobos, lobisomens, gatos, ratos, corujas, e algumas vezes até moscas, como os animais de estimação de Drácula. Muitas vezes o vampiro se transforma num desses animais, geralmente gato ou lobo. Drácula, naturalmente, podia se transformar em morcego, o que foi bem acentuado pelos filmes de terror.

Quando, no século 19, os europeus começaram a viajar para as Américas, contavam suas histórias sobre a estranha fauna encontrada. E repetiam o caso de um morcego que se alimentava exclusivamente de sangue animal ou humano. A ficção e o folclore se encarregaram de incluí-lo nos poderes sobrenaturais do vampiro. Outro poder do vampiro é hipnotizar suas vítimas, para sugar-lhes o sangue. Assim pode voltar sempre à mesma pessoa, que somente se queixará de sombrios pesadelos e sensação de anemia.

Segundo a tradição há muitas formas de combater os vampiros. Porém as velhas lendas não afirmam que a luz do sol é maléfica a eles, isso é contribuição dos filmes. Mas muita coisa pode causar-lhes danos: prata, alho e crucifixo. Esta última idéia é reforçada pelo cristianismo, e resulta da crença de que, como qualquer agente maligno, o vampiro é mais uma manifestação do diabo.



Fonte : Homem, mito & magia - Vol. II (Editora Três, 1974)

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